segunda-feira, 20 de junho de 2011

O PRIORADO DO CIFRÃO (revisão atribulada)

EXCELENTÍSSIMAS MENINAS
Bom  dia. Recebei os meus ósculos paternais.
Aqui estão as provas.

Suplico a vossa especial atenção para o seguinte:

1 — Estas provas vinham com emendas visando impor o esquema clássico dos diálogos e afins: travessões, aspas, etc. Digo “impor” porque eu já tinha recusado, muito claramente, essas emendas. A insistência é, portanto, uma sugestão de imposição. A este respeito: MAIS UMA VEZ, E DEFINITIVAMENTE, NÃO ACEITO. E julgava ter explicado porquê. Faltou-me, quiçá, aduzir o principal argumento: não quero.

2 — Também estranho que muitas das outras emendas que eu tinha rejeitado na primeira revisão voltassem a ser feitas. Assinalei algumas, mas há muitas mais.
Sugestão:    Muda-se o título para Priorado do Cinfrónio.
                    Autoras: Leninha Ramos e Aninha Calmeiro
                    Revisor: João Aguiar (pago a 1.000 € à hora, claro está!)

3 — Estranhíssimo: quando vocês acham que a linha final de um parágrafo fica muito curta, acrescentam palavras vossas ao texto.

Queridas: isso…
NUNCA, JAMAIS, EM TEMPO ALGUM.
Isto não é uma salsicha.
Desenrascai-vos, gentis meninas, para resolver o probleminha de outro modo, sem mexer no texto.

4 — Quando escrevi “Nova Iorque” foi distracção. Para mim, em livro meu, é Nova York. Sâ lá, gosto mais.

5 — Na 1ª parte, levei tempo a perceber (porque faziam sinal diferente na ASA) aquelas duas linhas verticais paralelas quando o final de 2 ou 3 linhas de texto repete a mesma letra ou a mesma palavra. Quando (enfim!) percebi, deixei de assinalar. MAS atenção: a resolução desses problema gráfico também NÃO PODE passar por alterações no texto.

6 — Encontrareis, em algumas páginas, bonecos desenhados. Não deveis dar importância, é somente a expressão do meu eu interior. Podeis obliterar os desenhos à vontade.

7 — Recuso-me violenta e virulentamente a usar o piroso francesismo “flûte” (pgs. 126 e 135) para copo de champanhe. Já é usado o vocábulo “fuste” (parte da coluna entre a base e o capitel) e eu adiro sem hesitações a essa solução. Mesmo porque beber por uma flauta evoca situações claramente pornográficas que o meu sentido moral rejeita com indignação.

Posto isto, envio-vos muito saudar e osculo vossas alvas mãos, que tão mal me trataram.

Vosso incondicionalmente

Tio João

Espaço/tempo

domingo, 19 de junho de 2011

BIOGRAFIA


JOÃO AGUIAR

(João Casimiro Namorado de Aguiar)

2º ano de Filosofia – Faculdade de Letras de Lisboa
Licenciado em Jornalismo pela Universidade Livre de Bruxelas (1967)

Profissão: Jornalista e escritor
Como jornalista, foi assistente de Redacção e, posteriormente, redactor do Telejornal da RTP; redactor do jornal «O Comércio» (Luanda); redactor do jornal «A Luta»; redactor e analista político do semanário «O País»; chefe de Redacção da revista «Nova Imagem»; coordenador de Política Nacional do «Diário Popular»; redactor editorialista do «Diário de Notícias»; chefe de Redacção e chefe do Desk da revista «Sábado» (anos 1980), etc, etc.

Crónicas:
Publicou, com alguma regularidade, crónicas nos jornais «A Luta»,  «O País» e «Público» e nas revistas «Nova Imagem» e «Sábado». Publica actualmente uma crónica na revistas mensais «Superinteressante» e «Tempos Livres».


Desde 1992, dedica-se sobretudo à escrita.

14ª edição                                           1ª edição
Romances:

— «A Voz dos Deuses» (1984; 28 edições, além de uma edição do Círculo de Leitores).
Publicado em Espanha, Bulgária e Itália
«O Homem sem Nome» (1986; 14 edições).
«O Trono do Altíssimo» (1988; 7 edições).
Publicado na Bulgária.
«Os Comedores de Pérolas» (1992; 12 edições, incluindo uma do Círculo de Leitores. Edição paralela da TV Guia Editora, por ocasião dos 40 anos da RTP. Edição de bolso em 2002)
Publicado em Itália, Alemanha, Bulgária e França.
«A Hora de Sertório» (1994; 7 edições)
Publicado em Itália. Edição espanhola em preparação.
«A Encomendação das Almas» (1995; 8 edições, incluindo uma do Círculo de Leitores.
Publicado na Alemanha.
«Navegador Solitário» (1996; 9 edições, sendo uma do Círculo de Leitores)
— «Inês de Portugal» (1997; 8 edições). Edição de bolso em 2002.
Publicado na Alemanha, Espanha e Bulgária.
«O Dragão de Fumo» (1998; 5 edições, incluindo uma edição exclusiva para Macau e outra do Círculo de Leitores).
Publicado na Bulgária
— «A Catedral Verde» (2000; 3 edições)
Publicado na Bulgária
«Diálogo das Compensadas» (2001; 3 edições )
«Uma Deusa na Bruma» (2003; 4 edições)
Publicado em Espanha
«O Sétimo Herói» (2004, Prémio de Imprensa 2004)
«O Jardim das Delícias» (2005; 2 edições)
«O Tigre Sentado» (2005; 2 edições)
«O Priorado do Cifrão» (2008; 2 edições)

 Contos:

«O Canto dos Fantasmas» (1990; 2ª edição, revista, 1999. 3 edições).
— «Rio das Pérolas» (edição bilingue, português-inglês; 2000)

Não-Ficção:

«Lapedo, Uma Criança no Vale» (2006)

Romances juvenis:

Séries «O Bando dos Quatro», «Pedro & Companhia» e  «Sebastião e os Mundos Secretos».

 Séries de televisão:

«O Rosto da Europa» e «Os Melhores Anos» para a RTP

Libretos:

   «A Orquídea Branca», ópera em 2 actos de Jorge Salgueiro (2008), estreada no Funchal.

Morre em Lisboa a 3 de junho de 2010

sábado, 11 de junho de 2011

O PRIORADO DO CIFRÃO


O CANTO DE JOÃO PARDO
Adaptação
Reclamação à Porto Editora

D. Ana Barros, senhora,
Que tratais dos ingleses
Aí na Porto Editora,
Lembrai-vos de outros fregueses
Que publicam nesta hora.
Este pobre, justamente,
Ora a isto se aventura
Mas sofre grande tortura
Às mãos de tão crua gente:
Que seu triste romancinho
Quando chegou à Webbõ,
Não foi posto na Ficçõ,
Pois que houve um tal madraço
Que pensou: isto é um chaço,
E seu autor é palhaço.
E sem dó nem consciência,
Nem leitura nem ciência,
Arrumou-o no Humor.
Vede vós pena maior!
Vede vós, Senhora minha,
Se o faziam à Rosinha!
E pois que chegou o dia
Do feliz Aniversário,
Mandai-me tal salafrário
Dar voltas ao grão bilhar.
E recebei o saudar
Deste que muito vos quer.
E se sois em Francoforte,
Eu pelo ar vos envio
Abracinhos de tal sorte
Que fiqueis toda corada,
Mas de gosto, não zangada,
E nem possais dar um pio.
Ou se já, em hora boa,
Voltastes a Portugal,
Eu vos mando este sinal:
Purificai o portal
E vinde tomar as prendas,
Os votos e as encomendas,
Aqui na nossa Lisboa.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

ILUSTRAÇÃO CIENTÍFICA

Antes de os comer, ("à Bulhão Pato" escritor) tentei desenha-los o mais rápido possível, para não se estragarem
Berbigão
Cerastoderma edule. 
Grafite sobre poliester A4

sábado, 28 de maio de 2011

ILUSTRAÇÃO CIENTÍFICA

À direita - Vulgar "Arroz dos telhados" Grafite sobre papel 1/1 
FAMÍLIA: Crassuláceas 
NOME VULGAR: Arroz dos telhados, Pinhões de rato
DESCRIÇÃO: Planta glabra ou levemente puberulento-papilosa; flores brancas ou rosadas, com as pétalas pequenas ou medíocres (2,5-5mm); cimeira corimbiforme, multiflora; folhas cilindrico-oblongas ou subovóides, de 15-5mm de comprimento, as dos caules floríferos sempre alternas
HABITAT: Muros, telhados, rochedos, sebes
FLORAÇÃO: Maio a Julho

segunda-feira, 23 de maio de 2011

ILUSTRAÇÃO CIENTÍFICA

"Calliphora erythrocephalus" ou seja, a vulgar mosca da TV que todos conhecem. Caneta e tinta da china em poliester A4

quinta-feira, 12 de maio de 2011

TEATRO

A ENCOMENDAÇÃO DAS ALMAS
Convento da Arrábida - Azeitão (Setúbal)
5, 12 e 26 JUN • 18h18
17, 24 e 31 JUL • 18h18
7, 14 e 21 AGO • 18h18
4 e 11 SET • 18h18
Acesso: € 30 + €5/pax
Reservas: reservas@fatiasdeca.net ou tel: 960 303 991
Mais informações em 
www.fatiasdeca.net
Obs: não é autorizado o estacionamento de carros na estrada de acesso ao Convento da Arrábida, pelo que os espectadores terão de se deslocar no autocarro que o Fatias de Cá porá à disposição, com saída de Azeitão às 18h30 e regresso pelas 22h. Os €5 adicionais destinam-se a suportar o custo da deslocação.